Imagina que hoje é dia 9 de Novembro e depois diz-me se este texto não te diz nada:
Vi-te e agradaste-me. falámos e houve algo que me comunicaste que me tocou profundamente. Não foi amor à primeira vista, não creio nisso. Mas foi, de facto, um impacto. Parece que temos algo em comum. Pontos de contacto que nos permitem estar em sintonia.
Pouco a pouco, ao longo dos dias em que temos saído juntos, temos falado com a boca e com o corpo. Com a mente e com o coração. E gosto do que vejo.
Vamos contactando tranquilamente, sem pressa, como se não a tivéssemos. Com cuidado, para não cometermos nenhum erro grave. Com os medos que, nestes casos, todos temos mas que, aqui, estão a descoberto. Para os termos em conta. Falas-me de ti e gosto do que ouço.
Mostramos um ao outro as melhores expressões do nosso rosto. Para agradar ao outro. Não é falso, mas também não é real. E, por baixo de tudo isto, vai saindoo autêntico. O que é de dentro, que é o que provoca um sentimento no outro. Beijas-me e agrada-me o que sinto.
Momento a momento, contacto a contacto, vamos estreitando a nossa incipiente relação. ainda instável, pela sua pura novidade. Mas em tudo há equilíbrio. Tudo é claro. E gosto desta tranquilidade.
Contigo, sinto-me bem. Falo e tu escutas. Falas comigo e eu ouço-te. Contamos as nossas vidas um ao outro, resumidas e por partes. Partilhamos com o outro o nosso momento e a nossa realidade. agradas-me como pessoa.
Acaricias-me e a tua pele suave provoca-me um tremor de prazer. Olho para ti e agradas-me como mulher.
Começamos a relacionar-nos, pouco a pouco. A amizade vai dando lugar a outra coisa. Outro tipo de relação, mais íntima e directa. Respeitas-me e de ti não sai nenhuma censura. Comunicas-me que te agrado. Somos convergentes na nossa maneira de entender o mundo. Sentimo-nos bem quando estamos juntos e agradas-me como meu par.
Com tranquilidade, ou melhor, com ternura, vamo-nos abrindo um ao outro. Vamos revelando os nossos segredos, protegidos sob o manto da intimidade que vamos tecendo juntos. Vamos conhecendo cada vez mais dados, um do outro. O caminho já é visível através dos nossos olhares, das nossas palavras, dos nossos gestos.
Beijo-te e, num abraço, vou acariciando a tua pele, pouco a pouco conhecida. Sinto a tua respiração, que aumenta de intensidade. Excitada. A minha segue os mesmos passos. Enquanto as minhas mãos procuram pôr mais pele a descoberto, as tuas metem-se por baixo da minha roupa. Procurando. Acariciando.
Continua o beijo e, sem desfazer o contacto, já nus, iniciamos a nossa primeira conversa de amor. Especial. Ideal e fantástica. E quando os nossos corpos já estão suados e arquejantes, tudo fica para mim muito claro. Hoje, conheci-te e agradas-me.
Um beijo
Vive para nunca te envergonhares, se alguma coisa que faças ou digas for publicado em todo o Mundo - Mesmo que aquilo que for publicado não seja verdade.
"Richar Bach"
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
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Um comentário:
Muito bonito, ZA.
Directo, especial e ternurento, como tu.
Que bom!
Beijos
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